19 de novembro de 2019
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Destaques

Inteligência Artificial em foco: por que precisamos dela?

Existem muitos mitos e fatos sobre a Inteligência Artificial (IA), mas há um fato incontestável: a Inteligência Artificial está cada vez mais presente no nosso cotidiano. Desde o aplicativo Waze que usamos quando queremos a melhor rota no trânsito, até mesmo quando só queremos assistir a um filme bem legal na Netflix recebendo recomendações da plataforma. Além disso, com o uso de IA, também é possível determinar a probabilidade de um paciente ter câncer ou complicações em doenças como diabetes.

“A IA busca simular a inteligência humana utilizando não apenas conhecimentos da computação, mas também de biologia, engenharias, estatística, filosofia, física, linguística, matemática, medicina e psicologia, apenas para citar algumas áreas”, enumera o cientista da computação André Carlos Ponce de Leon Carvalho e vice-diretor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da (ICMC), em declaração à Revista FAPESP.

Ainda assim, bate aquele medinho dos robôs se revoltarem, não é?

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Pesquisas com Inteligência Artificial, assim como estudos de transgenia, buscam resguardar a ética e o bom senso a fim de não prejudicar a humanidade. A menos que alguém programe uma máquina para matar, é improvável que robôs criem consciência e tomem essa decisão por conta própria. 

Vale estar atento à palavra “simulação”. A inteligência humana ainda não é completamente compreendida a ponto de ser replicada para uma máquina. Compreender como funciona a consciência humana é como responder de onde viemos com precisão: improvável de ser resolvido. Então, pode ficar tranquilo! Se ocorrer algum ataque a culpa será, como normalmente é, de nós, humanos. 

Como a Inteligência Artificial funciona? 

É simples! Para responder a essa pergunta, vamos resolver um desafio. 

  1. Suponha que você não saiba a definição de acerous.
  2. Em contrapartida, você sabe que o alce, a girafa e o elefante são acerous. 
  3. Você sabe também que o cachorro, o esquilo e o gato não são acerous.
  4. Em qual grupo você colocaria um cavalo?

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Está tentando buscar padrões nos exemplos fornecidos? Será que com dez mil exemplos ficaria mais fácil encontrar uma definição para acerous? Uma forma de realizar o treinamento das máquinas com IA para a tomada de decisões é através de exemplos como esses. Muitos exemplos! Só que ela aprende muito mais rápido que nós humanos e, para isso, precisa ser treinada do jeito certo – fornecendo exemplos fidedignos e diversos, bem como inspecionando de forma eficaz a probabilidade de acerto –, logo, o máximo que pode acontecer é ela encontrar os padrões errados.

Se, depois de tentar muito, você ainda não tem certeza de onde colocar o cavalo, nós te ajudamos. O grupo dos acerous inclui todos os animais que têm chifre, então o cavalo é não acerous. Legal, né?

IA no Brasil

Hoje, o número de pesquisas em IA cresce cada vez mais. Para o Brasil, esse é um ano muito importante no que se refere à Inteligência Artificial, pois em fevereiro foi inaugurado oficialmente o Instituto Avançado de Inteligência Artificial (AI²), o qual é um consórcio de pesquisadores de destaque em diferentes áreas de IA em parceria com empresas visando resolver problemas de alto impacto social e econômico. 

Saiba mais: Comunicação Unifesp

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Ainda em 2019, foi anunciada a maior parceria do Brasil entre uma empresa de TI e o setor acadêmico para a colaboração em IA. Com atividades previstas para o começo de 2020, a Universidade de São Paulo (USP) foi selecionada para sediar o mais avançado Centro de Pesquisa em Engenharia em Inteligência Artificial do Brasil em parceria com a IBM e a FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

Então, por que será que IA está em foco agora? Porque precisamos dela! Uma “máquina inteligente” consegue aprender muito mais rápido que o ser humano e é capaz de encontrar padrões em um denso volume de dados. Assim, conseguimos encontrar soluções para diversos problemas em tempo hábil. Nesse contexto, vêm surgindo diversas startups como, por exemplo, a  Treevia, que criou um sistema para monitorar florestas a distância usando sensores, no qual os dados são processados em tempo real utilizando IA.